Ciclo de estudos
Se a batida forte de uma alfaia, bem como os demais instrumentos do maracatu são constante alvo de encantamento e desejo de quem se aproxima pela primeira vez do maracatu, é no contato com as nações tradicionais, no bate-papo com mestres e, por meio da pesquisa e vivência com a centenária manifestação que compreendemos e contextualizamos o valor de nossas construções.
O ciclo de estudos sobre maracatu e cultura brasileira, criado em agosto de 2009, a partir da insistência de alguns integrantes do grupo Quiloa e apoio da Oficina Regional Pagu (Cadeia Velha) busca não somente entender o passado, mas também trocar e dialogar com as diferentes formas de conceber o maracatu e também sugere, por meio de ações e reflexões, criar meios de interagir com nosso tempo e espaço, pesquisando aspectos da história de Santos, desde a relação com os movimentos abolicionistas, assim como a aproximação e articulação com as políticas públicas de cultura, música e arte contemporânea.
A partir de agora, além dos encontros todas as terças-feiras, a partir das 19 horas, outras pessoas poderão acessar e participar dos encontros de discussão, por meio deste site. Os videos, loas, textos e fotos produzidos a partir destes encontros também ficarão disponíveis para os interessados que também podem encaminhar conteúdo para o e-mail comunicaquiloa@hotmail.com.
Assim como citou Mário de Andrade em carta enviada a um dos maiores pesquisadores de cultura popular brasileira, Luis da Câmara Cascudo caminhamos sentido a um percurso que tem como direção a história e os fundamentos do Maracatu, bem como os “escritos caídos das bocas e dos hábitos que você foi buscar na casa, no mocambo, no antro, na festança, na plantação, no cais, no boteco do povo”.

